Utopia.


Quando acordar deste pesadelo
E olhar pela janela a procura de algum consolo.
Verás somente o vazio de tua mente insana.
Serás perseguido pelo teu medo.
Terás que suportar o pior.
E nada no mundo irá aliviar tua dor.
Teus olhos verão o lado mais sombrio do mundo.
Tuas mãos irão tentar se agarrar em algum sonho.
E teus pés tentarão correr
Mas tu sabes que é em vão.
Sabes que está preso nesta agonia.
Enquanto viver.
Terás que se conformar com o destino.
E quando morrer.
Vai desejar ter de volta todo o alívio que nunca apreciou.

Sangro.

Eu sangro.
E com força aperto
A rosa que me dera
E que os espinhos esquecera de tirar. 
Eu grito.
Grito cada vez mais alto
Para que saia de uma vez por todas
Esse ódio que levo preso em mim.
Eu rio.
Rio como uma tola
Tentando acreditar que tudo vai ficar bem.
Eu choro.
Choro de desgosto
Para aliviar este nó
Que insiste em ficar preso em minha garganta.
Eu deito.
Deito no sono eterno
Onde irei apagar o passado
No qual irei descansar em paz.